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Nota Política: O que é ser militante do Educação Revolucionária e como entrar para o Coletivo [Recrutamento aberto!]

Coletivo Educação Revolucionária

14/04/2024

 

O Educação Revolucionária se abre novamente para um novo ciclo de recrutamentos em busca de novos camaradas dispostos a construir o Coletivo para contribuir na radicalização da consciência dos trabalhadores e na formação teórica dos quadros já militantes. Nosso trabalho político precisa sempre de novos camaradas que gostariam de cooperar para mantê-lo ativo. 


O Coletivo realiza a Agitação e Propaganda Comunista através do espaço digital, como também desenvolve um trabalho no mesmo espaço para contribuir na formação teórica dos militantes comunistas de diversas maneiras, na construção de guias para o estudo individual, eventos de formação teórica marxista-leninista na comunidade e diversas outras atividades.


Nessa troca de ano(23-24), o Coletivo — que completa seus 2 anos no próximo 29 de abril — passou por um período de autocrítica e reconstrução que só viu se concluir no mês anterior. Agora estamos num momento muito positivo, e com ele aparecem as necessidades de não só retomar os trabalhos, mas avançar para novas atividades, como nossa audioteca, novos e melhores módulos de formação e etc. 


Assim, para atender as necessidades desse novo período, para retomar e expandir nosso trabalho político, abrimos um novo recrutamento em buscas de camaradas interessados em construir o Coletivo com a devida seriedade. 


Para ser militante do Coletivo é necessário ter noção do que é ser militante Comunista e aderir de fato nosso programa, assim, o apresentamos:


Nosso Programa


Nossa máxima segue sendo “Agitar, Propagandear, Radicalizar e Organizar!”. Isto quer dizer que temos um trabalho político sério que não pode ser entendido como hobbie. Ser militante do Educação Revolucionária hoje significa realizar a agitação e propaganda comunista para radicalizar trabalhadores, propagandear o marxismo-leninismo, incentivar os aproximados à organização política (práxis), a construção do Partido Comunista (e reconhecemos na Reconstrução Revolucionária do PCB esse Partido!) e por fim, contribuir na formação teórica dos que já se organizaram. Toda forma de dogmatismo não é bem vinda.


O nosso compromisso é com a Revolução Socialista em nosso País e no mundo, e com a construção do instrumento político capaz de levá-la a cabo, o Partido, portanto, entendemos que esses elementos não podem estar dissociados, e mesmo que atualmente somos um Coletivo sem ligação a algum partido, isto é temporário. O coletivo reconhece que é no Partido Comunistas Brasileiro - Reconstrução Revolucionária que encontraremos esse instrumento em formação, e, por isso, buscamos aderir oficialmente e tomar caminho da luta com o PCB-RR enquanto Coletivo (por mais que diversos militantes individualmente já compõem o Partido ou estão em processo de recrutamento), além de que desde então e na medida do possível, buscamos construir a interseccionalidade entre a atuação do Coletivo e a atuação de nosso Partido. Qualquer iniciativa nociva a esse objetivo não poderá ser tolerada.


Por fim, é importante também considerar que nossa estrutura é centralista, isto é, segue o centralismo-democrático, e dividimos os organismos entre equipes, cada uma com seu secretário que juntos formam o Conselho, organismo político-organizativo eleito e com cargos revogáveis que dirige os trabalhos do Coletivo. O centralismo democrático de Lênin se baseia na plena liberdade de crítica, garantindo os direitos políticos de todo militante de participar dos debates e deliberações coletivas (Democracia), desde que essa liberdade não afete, interrompa ou prejudique uma unidade de ação definida [Centralismo]. 


Por exemplo, supomos que num momento está havendo um debate sobre qual será nossa próxima campanha, qualquer militante tem o direito garantido para apresentar na tribuna de debates(interna ou externa) e na reunião seu ponto de vista, como propor uma campanha definida. Após toda a liberdade de cada um defender seu ponto de vista, de convencer e ser convencido, votaremos e a decisão da maioria simples prevalecerá. Após ter sido decidida coletivamente uma campanha, esta é a unidade de ação definida e não cabe a qualquer militante ou secretário questioná-la, mas cumprir com toda maestria, mesmo que seja para depois criticá-la novamente.


Mas essa estrutura só pode funcionar a partir de fortes princípios e clareza do que é ser um militante comunista, mais ainda, um militante do Educação Revolucionária.


Princípios que formam um militante do Educação Revolucionária


Como primeiro ponto, brevemente devemos falar do respeito ao Centralismo Democrático, o respeito à democracia interna e a unidade de ação definida. Se erramos nisso, não adianta considerar todo o resto.


A camaradagem e o respeito também são princípios que carregamos, não se trata de simplesmente passar a chamar os militantes de “camaradas”, mas de entender que há um tipo de relação dentro do Coletivo, a camaradagem se trata da união dos militantes em torno do nosso trabalho político e objetivos estratégicos, isto é, jamais competimos ou trabalhamos um contra os outros, mas cooperamos para se tornarmos melhores militantes a cada dia e avançar na construção do Coletivo. 


Com isso, podemos falar da crítica e da autocrítica. Na sociedade atual, influenciada pela moral cristã da culpa e da penalidade por errar, falar de crítica então é falar de ataque, é buscar punir ou humilhar alguém por ter cometido um erro. Para nós, marxistas-leninistas, a crítica é importante, mas não é realizada da mesma forma que a crítica cristã que tende a individualizar o erro. Nossa crítica é coletiva pois o erro é coletivo. Também é sempre respeitosa, pois não podemos perder a camaradagem no processo. Por fim e principalmente, não existe para ofender ou punir um camarada, mas como um voto de que queremos ajudá-lo a se tornar um melhor militante, a crítica é feita pensando nos motivos do erro e como superá-lo. Mas a crítica não é nada se não for completa com a autocrítica, que é o nosso compromisso individual e coletivo de separar em nossas práticas o que está bom do que está mal, de se superar para melhor servir. Para realizar autocrítica é preciso ter humildade, e sem humildade não é possível ser um bom militante.


Seguindo, o próximo princípio é o convencimento político. Nossa forma de fazer política na organização nunca pode se tratar da imposição de nossos interesses individuais ou de grupos contra os demais, contra a maioria, mas do convencimento político dos outros de nossa razão. Portanto no lugar de impor, buscamos sempre tentar convencer, mas também estamos sempre dispostos a ouvir, a também ser convencidos.


A disciplina revolucionária. Por um tempo, o Coletivo lidou com recrutamentos que não foram frutíferos, pois errou em não esclarecer a seriedade do trabalho político. Com isso, o desvio de entender nosso trabalho como hobbie, e portanto de que a disciplina não era importante, surgiu. Foi no processo de autocrítica que se esclarecemos da necessidade de entender esta seriedade, e portanto de construir a maior disciplina revolucionária para com os trabalhos do Coletivo.  


A disciplina revolucionária é algo construído gradativamente, mas só pode se iniciar se houver interesse. Para desenvolver disciplina revolucionária, é necessário dotar da consciência do significado político de nosso trabalho, portanto, da própria consciência revolucionária de nosso papel histórico em construir a revolução. A compreensão desse trabalho como um hobbie, é naturalmente a negação da disciplina. Quando conscientes do significado, não desdenhamos de um trabalho tão importante que precisa ser feito, e com isso podemos falar das condições práticas que permitem a construção da disciplina revolucionária:


É necessário a comunicação, que para o Coletivo significa principalmente não abandonar ao léo tarefas sem o aviso, sem mencionar anteriormente e atualizar sua equipe de questões. Não há problema algum em ter que se ausentar de uma tarefa ou até se afastar, mas se comunicar é extremamente importante. Esse pequeno gesto de disciplina revolucionária permitirá que o Coletivo não tenha suas atividades congeladas de forma desnecessária e a todo momento, pois o secretário da equipe poderá organizar a tarefa com os outros camaradas com uma nova divisão do trabalho para o momento. 


Com a comunicação garantida, é preciso construir a organicidade, e essa só pode ser alcançada, não somente no trabalho positivo(prático), mas também na participação das discussões e debates que determinam esse trabalho, o trabalho teórico. É pensar e construir a práxis do Coletivo, participar como possível dos espaços democráticos internos. O que importa aqui se inteirar e participar da maneira como pode nas discussões do coletivo, em nosso trabalho teórico, a crítica da prática. A junção da teoria e da prática política dialeticamente nos entrega a práxis revolucionária, única forma de haver uma militância real, de conseguirmos nos profissionalizar no trabalho. 


Também é importante dizer que não devemos considerar um membro orgânico se ele faz muito, como se houvesse um parâmetro de produtividade para considerá-lo orgânico, isso é produtivismo, inaceitável para uma organização Comunista. Cada camarada irá participar da construção do coletivo da maneira que pode, e é a participação em si, a sua maneira, que o torna orgânico. 


O respeito ao centralismo democrático, mesmo quando somos derrotados numa votação, e a capacidade do militante de fazer e lidar com a crítica e autocrítica são a prova máxima da elevação de sua disciplina, portanto podemos dizer que os princípios apresentados anteriormente não se sustentam sem a construção conjunta da disciplina revolucionária.


Agora, a força motriz da disciplina revolucionária, o entusiasmo laboral. A competição jamais pode dar lugar a um tipo de entusiasmo contagiante, isto é, um ânimo que alimente a própria disciplina revolucionária, que motive a continuarmos o trabalho político. A cooperação socialista, a construção coletiva e a unidade frente ao objetivo final permite que seja suscitado o entusiasmo laboral na militância, isto é, a força de vontade de militar, de construir. No socialismo, a emulação da produção(economia), isto é, a emulação organizada pelos trabalhadores e para eles, dá lugar lugar ao interesse coletivo de avançar na construção do socialismo. Da mesma forma, é necessário que haja um profundo processo coletivo de produção e reprodução do entusiasmo laboral na militância, significativamente conquistado por vitórias reais (nem a disciplina dos exércitos romanos resistiu a tantas derrotas!), e é esse grande surto de interesse, de vontade, que constitui a força motriz de nossa militância. A convicção na revolução, o entusiasmo e a necessidade em ver avanços no trabalho político, o entusiasmo em se tornar um melhor militante, tudo isso nos dá a motivação necessária para continuar.


Por fim a moral Comunista. Nós que se propomos a estar na vanguarda de classe rejeitamos a moral atual, a moral burguesa, pois se baseia na legitimação da exploração do homem pelo homem, do capital acima do trabalho, mas isto não quer dizer que não temos nossa própria moral, nossa moral e ética existem, mas é comunista. 


Em que consiste nossa moral? Uma moral tomada sempre por dentro da sociedade humana, materialista, completamente subordinada aos interesses da luta de classe do proletariado. Conosco há uma grande sensibilidade para com todos os problemas, grande sensibilidade diante da injustiça. Portanto, não toleramos qualquer forma de opressão dos trabalhadores, seja de gênero, raça, condição e etc, e estamos juntos a nossa classe pela sua libertação da exploração. Saber fundir a própria vida com o trabalho pelo comunismo, submeter e dispor de nossa vida para a luta do proletariado para construir o comunismo é uma das tarefas de quem quer ser militante comunista, o que não quer dizer negar nossas individualidades. Para nós, não é uma opção não lutar pela revolução, não é uma opção viver individualmente e ignorar a luta de classes, vamos a fundo na luta pela libertação do proletariado, reconhecendo que a militância não é um hobbie, mas um compromisso histórico pelo fim da exploração. 


Relembrando os princípios: 


a) Consciência revolucionária; 

b) Respeito ao Centralismo democrático; 

c) Disciplina revolucionária; 

d) Entusiasmo laboral; 

e) Camaradagem e respeito enquanto relações; 

f) Crítica e autocrítica constante; 

g) Convencimento político no lugar de imposição; 

h) A moral comunista.

i) “Agitar, Propagandear, Radicalizar e Organizar!”

j) Construir o Partido, ser Partido.


Como entrar para o Coletivo


Para ser militante do Coletivo, é necessário ter realmente interesse em ser militante comunista conforme descrito acima e aderir ao programa descrito. Para além disso, é importante ter em mente que nosso atual estágio (a forma Coletivo) é somente um período provisório para algo maior: a incorporação de nossos acúmulos e trabalho político pelo PCB-RR, isto é, a não dissociação de nosso trabalho do trabalho de construção do Partido. A história nos apresentou a possibilidade de se construir um verdadeiro Partido Comunista no Brasil e, portanto, reconstruir o Movimento Comunista. É o momento de unificar nossas forças para este propósito. 


Aqueles interessados em militar no Coletivo precisam entrar em contato via DM do Instagram da página do Coletivo, no momento onde os recrutamentos estão abertos. 



Saudações marxistas-leninistas,

Coletivo Educação Revolucionária. 14/03/2024

 


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